JOGO FALADO, F.C.Porto - Chelsea, Champions League J-5, no blog Varanda-do-Dragão.
Domingo, 14 de Junho de 2009

Mariano em Entervista...

(Entervista Parcial)

Ainda se lembra do tempo em que era assobiado no Estádio do Dragão?

Sim, claro [risos]... Era normal, porque cheguei com estatuto. Foi um problema meu: não me preparei bem; cheguei mal em termos físicos; pensei que ia ganhar confiança muito mais rapidamente; não estava bem preparado, mentalmente, para o que ia ser o campeonato português e a exigência de um clube como o FC Porto... Fazia uma ideia errada daquilo que acabei por encontrar. Para além disso, já cheguei no final da pré-temporada e o Tarik acabou por realizar uma época fantástica. Fui perdendo o meu espaço e, ao mesmo tempo, a confiança. Acho que não estava preparado para chegar e não jogar.

Que balanco faz desta época a nível pessoal?

Tive a possibilidade de começar a temporada na equipa titular depois da saída do Ricardo (Quaresma). O treinador deu-me confiança, mas acabei por ter azar com a lesão, que me obrigou a perder um mês de competição. Nesse período, apareceu o Hulk, e tive de lhe dar espaço. Mais tarde, o treinador começou a dar oportunidades a todos os jogadores, não só a mim, mas também ao Tomás Costa, Guarín, Farías, e isso deu-nos confiança a todos. Continuámos a vencer os jogos, mesmo quando os titulares ficavam a descansar, e isso deu confiança para que todos pudessem demonstrar o que realmente podem fazer.

Ficou satisfeito com o facto de Jesualdo Ferreira ter renovado contrato por mais dois anos?

Não vou esconder que fiquei muito contente com a continuidade do treinador. Ele apostou em mim, deu-me toda a confiança que se pode dar a um jogador, e, por sorte, para mim e para ele, conseguimos os resultados e os objectivos pretendidos. Sendo assim, considero que é uma aposta válida e que me deixa muito contente. Vamos continuar a trabalhar da mesma forma, já nos conhecemos há dois anos, tenho uma excelente relação com Jesualdo, e já sei o que ele pretende. Será mais fácil trabalhar com ele do que seria com qualquer outro treinador.

Antes de mais, os jogadores mais novos, como o Lisandro ou o Lucho, quando chegaram, ou, mais recentemente, o Rodríguez, o Hulk ou o Cissokho, têm qualidade. E, sem isso, nada feito. Depois, aqui os jogadores têm as condições ideais para melhorar em todos os aspectos: para começar, melhoram a qualidade de vida, porque normalmente chegam de clubes pouco conhecidos; também temos um grupo fantástico, sinceramente não sei se haverá algum melhor, e isso é importante; depois também há o treinador, que ajuda muito os jogadores a melhorar, sobretudo nos detalhes que muita gente não vê, mas que são fundamentais no futebol; e a organização do clube também é excelente. Nunca nos falta nada, e os jogadores só têm de se preocupar em jogar futebol. São-lhes oferecidas todas as condições para melhorarem e evoluírem. Esse é o segredo.

Qual é a importância que atribui ao facto de poderem entrar para a história como sendo a segunda equipa a conquistar um pentacampeonato. Isso tem algum peso na motivação para o próximo ano?

Isso é muito importante e motivador, porque são os títulos que marcam a história, não as exibições ou um jogo em particular. Se queremos ser grandes, é preciso vencer tudo o que temos ao nosso alcance. Este grupo é muito ambicioso, quer sempre mais, e sabemos que no próximo ano vamos voltar a ter uma caminhada dura. Chegar ao fim no primeiro lugar vai ser um desafio muito grande, e neste momento estamos de férias já com o pensamento de que temos de ganhar o próximo campeonato. Ou seja, estamos a descansar, mas também a preparar-nos para o que vem a seguir. Aqui, no FC Porto, não há tempo para festejar. E dou um exemplo: conquistámos o campeonato, festejámos, mas dois dias depois já estávamos a preparar o jogo com o Braga, que antecedia a final da Taça de Portugal. É verdade que agora vamos conseguir descansar, com a nossa família, no nosso país, e dá para desligar um pouco a bateria. Mas eu, por exemplo, não me posso desleixar. Se me distraio, regresso aos treinos com mais cinco ou seis quilos [risos].

Depois da primeira época apagada, estava à espera que o FC Porto investisse três milhões na compra do seu passe?

Tinha a esperança de continuar, apesar de ter tido dúvidas, porque comecei muito mal, em todos os aspectos. Apesar disso, tive sempre o apoio das pessoas no clube e tive sempre consciência de que o problema era meu. Depois, aos poucos, fui jogando mais e melhor, participei na final da Taça de Portugal, contra o Sporting, e nessa altura comecei a pensar que tinha possibilidade de continuar. Quando o clube me comunicou que ia comprar o meu passe, fiquei mais tranquilo e feliz. Sei que poucos clubes teriam feito o mesmo. Se me perguntarem porque o fizeram, não sei responder... Isso teriam de perguntar ao treinador ou ao presidente.

Qual foi o jogo mais marcante a nível pessoal?

É difícil encontrar um... Bem, o mais feliz foi o de Manchester, apesar de ter jogado apenas dez minutos. Pelo que significou, e por ter tido a possibilidade de fazer um golo, transformou-se num momento de grande felicidade pessoal. Mas não é fácil encontrar um jogo, porque sou muito exigente comigo. Às vezes, quando chego a casa, dizem-me que joguei muito bem e eu acho que não joguei nada, que fui um desastre. Tenho uma forma muito própria de ver o futebol.

Sentiram que podiam ter ido mais longe na Liga dos Campeões?

Tivemos azar, porque perdemos o jogador mais importante da equipa no momento mais decisivo da época. O Lucho é muito importante para nós, não só por aquilo que joga e representa - ele é um símbolo do clube -, mas também pela confiança que transmite à equipa. Todos os jogadores seguem o que ele pensa e faz, e, frente a uma equipa tão organizada, como é o caso do Manchester United, precisávamos de um jogador como ele. Tivemos atitude, confiança, fizemos um bom jogo colectivo, mas não conseguimos vencer uma equipa muito experiente. Estivemos perto, fizemos todos os possíveis para ultrapassar a eliminatória, mas as pessoas não se podem esquecer de que encontrámos pela frente um adversário que chegou à final e que voltou a estar perto de vencer a competição.

Qual é a importância que Lucho tem na equipa?

Para começar, como pessoa tem nota máxima. É um excelente homem, uma pessoa espectacular, humilde, simpático, bem-humorado e está sempre a pensar no que é mais importante para o grupo. Coloca sempre os objectivos da equipa à frente dos dele e é por isso que ele é o capitão desta equipa. Depois, há o lado desportivo, mas acho que aí não é preciso dizer muito, porque toda a gente sabe do que ele é capaz.

Consegue imaginar o que aconteceria se o FC Porto não tivesse de vender todos os anos alguns dos seus principais jogadores?

Se não tivesse de vender, tenho a certeza de que tinha todos os anos condições para vencer a Liga dos Campeões. Está provado que os jogadores que saem daqui, como Anderson, Pepe ou Bosingwa, têm condições para serem dos melhores nos grandes clubes europeus. Não foi por acaso que o FC Porto ainda recentemente venceu a Champions. Este clube sabe escolher os jogadores. Por outro lado, se eles não tivessem sido vendidos eu, provavelmente, também não tinha lugar nesta equipa [risos].

Disse, várias vezes, que precisava de apoio psicológico. Chegou a tê-lo?

Sim, cheguei, mas antes de falar nisso quero dizer que sempre tive o total apoio dos meus companheiros, o que foi muito importante. Na altura, também falava muito com a minha mulher, mas desvalorizava sempre o que ela me dizia. Curiosamente, a mensagem que o psicólogo me transmitiu foi a mesma [risos]. Ou seja, nesse período, fui retirando ensinamentos de várias pessoas. Quando estava a falar com o treinador, que é uma pessoa muito experiente, retirava informações sobre a forma como tinha de jogar para me impor no futebol português; quando falava com a minha mulher, dizia-lhe sempre que ela não percebia nada [risos]; e quando conversava com o psicólogo, abordávamos questões mais pessoais. Ou seja, todos me ajudaram a ultrapassar aquela fase, embora de formas diferentes.

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publicado por varanda-do-dragao às 18:50
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